O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) concedeu, nesta quarta-feira (26), habeas corpus a cinco dos 12 policiais militares acusados de participação na chacina de Camaragibe, que resultou na morte de seis pessoas de uma mesma família, em setembro de 2023, no Grande Recife
Os cinco policiais beneficiados pela decisão estavam presos preventivamente desde março de 2024, depois de o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) ter aceitado denúncia contra os agentes por homicídio e tortura. São eles:
Paulo Henrique Ferreira Dias;
Dorival Alves Cabral Filho;
Leilane Barbosa Albuquerque;
Fábio Júnior de Oliveira Borba;
Emanuel de Souza Rocha Júnior.
No julgamento dos habeas corpus, a juíza Daisy Maria de Andrade Costa Pereira - relatora do processo, ao se pronunciar sobre o pedido de soltura de Paulo Henrique Ferreira Dias, posicionou contra a soltura, sob justificativa de que Paulo Henrique e os demais quatro réus beneficiados na sessão desta quarta (26) tiveram participação direta nas mortes dos irmãos, da esposa e da mãe de Alex da Silva Barbosa, suspeito de matar dois policiais militares num tiroteio.
A defesa de Paulo Henrique alegou tratamento diferenciado entre ele e outro policial também citado como autor direto dos crimes, João Thiago Aureliano Soares, e que a prisão dele seria falta de isonomia da justiça.
O argumento foi aceito e, em seguida, a relatora reviu a decisão e estendeu o habeas corpus para os outros quatro PMs que solicitavam o mesmo direito.
Dessa forma, Paulo Henrique Ferreira Dias, Dorival Alves Cabral Filho, Leilane Barbosa Albuquerque, Fábio Júnior de Oliveira Borba, Emanuel de Souza Rocha Júnior tiveram a liberdade concedida sob condição de cumprirem medidas cautelares, incluindo uso de tornozeleiras eletrônicas
Relembre o crime
A sequência de assassinatos aconteceu depois que dois policiais foram mortos pelo vigilante Alex da Silva Barbosa, de 33 anos, num confronto no bairro de Tabatinga. Por vingança, PMs executaram cinco parentes do atirador.